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Economia Empresários no AM veem como ‘preocupante’ cenário econômico no primeiro semestre de 2022

Pesquisa da Fecomércio-AM considera os impactos das variantes da Covid-19 e da Influenza no Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Ricardo Oliveira/Cenarium)

Bruno Pacheco — Da Revista Cenarium

MANAUS — Um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), por meio do Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas (Ifpeam), mostrou nesta quarta-feira, 19, que 34% dos empresários com empreendimentos no Estado veem como ‘preocupante’ o cenário econômico no primeiro semestre de 2022, por conta dos impactos das variantes da Covid-19 e da Influenza no Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

O levantamento foi realizado pelo instituto no período de 10 a 14 de janeiro deste ano e serve para ajudar as empresas do comércio varejista para tomada de decisões, investimentos e planejamentos de compras. Ao todo, foram ouvidas as dificuldades e expectativas de 52 empreendimentos. Segundo o presidente da Fecomércio-AM, Aderson Frota, a pesquisa busca ainda discernir as preocupações dos empresários neste agravamentos dos casos da pandemia.

“Buscamos entender o momento e identificar as necessidades dos empresários do segmento. Aproveitamos a oportunidade para reiterar a importância da adesão de todas as medidas protetivas adotadas na primeira e segunda onda da pandemia”, disse.

Pesquisa

O levantamento foi dividido em quatro tópicos: ‘Expectativas em relação ao cenário econômico no primeiro semestre de 2022’; Medidas necessárias para a retomada da economia; Impacto da Covid-19/Influenza na empresa; e Avaliação em relação às medidas adotadas pelo Governo do Estado do Amazonas após o aumento de casos de Covid-19 (variante Ômicron) e de Influenza (variante H3N2).

Quanto as expectativas, além dos 34% dos empresários que classificaram como “cenário preocupante” as expectativas econômicas para os próximos meses, ou 33% esperam um “cenário desafiador” e 33% um “cenário positivo com o aumento nas vendas”.

Em relação às medidas necessárias para a retomada da economia, a pesquisa mostrou que a maioria dos empresários (60%) entendem que são necessárias ações voltadas para “linhas de crédito com juros baixos e menos burocracia”, outros 36% optam pela “redução nos custos dos fretes” e 4% pela “flexibilização das leis trabalhistas”.

Ao responderem sobre a Covid-19 ou Influenza na empresa, 60% dos entrevistados disseram que o “afastamento do colaborador” traz mais impactos nos estabelecimentos e 40% responderam que a infecção pelo vírus resulta na “diminuição nas vendas”.

A pesquisa sobre a avaliação dos empresários em relação às medidas adotadas pelo Governo do Amazonas após o aumento de casos da Covid-19 e da Influenza, 38% responderam que as ações estão sendo “prudente e necessárias”; 37% “concordam plenamente” e 25% “concordam parcialmente”.