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Diversidade Equidade de gênero: ‘É uma honra e privilégio’, diz Vanessa Costa ao assumir direção de multinacional na ZFM

Diovana Rodrigues – Da Revista Cenarium

A engenheira amazonense Vanessa Costa foi anunciada como diretora de duas unidades da fábrica P&G, no Amazonas. Assim, se consolida como a primeira mulher a assumir o cargo na história da empresa, no AM, e pioneira também na chefia da companhia em toda a América Latina, sendo responsável pelo avanço da P&G rumo à equidade de gênero no Polo Industrial de Manaus (PIM).

“É uma honra e privilégio, para mim, poder representar as mulheres e, principalmente, meu Estado. Nosso objetivo na P&G é ter 50% dos cargos de liderança e do corpo técnico ocupado por mulheres”, disse a engenheira em entrevista à CENARIUM.

Vanessa Costa é pioneira no cargo de diretoria no Amazonas (Foto: Divulgação)

A corporação multinacional americana P&G (Procter & Gamble Company) é uma das maiores empresas de bens de consumo do mundo. Foi fundada em 1837 pelo britânico William Procter e pelo irlandês americano James Gamble. Com sede no Centro de Cincinnati, em Ohio, possui algumas pautas principais como “fazer o que é certo”; sustentabilidade; impacto na comunidade; igualdade de gênero; diversidade e inclusão; LGBTQIA+; “nossos esforços relacionados a Covid-19” e racial 360°.

Com a conquista, Vanessa Costa entra para o grupo de menos de 1% de mulheres no comando das indústrias fixadas no Polo Industrial de Manaus (PIM). “O nível de responsabilidade em liderar um negócio tão importante para a P&G, no Brasil e na América Latina, é algo bem desafiador, mas estou superconfiante que tenho uma organização repleta de talentos que estará comigo para uma jornada de muitos resultados positivos”, relata. 

De acordo com dados divulgados pelo Centro das Indústrias do Amazonas (CIEAM), apenas quatro das 500 organizações comerciais existentes no Polo são administradas por mulheres. Com 15 anos na P&G, Vanessa é formada em engenharia de produção pela então Universidade de Tecnologia do Amazonas (UTAM), atual Escola Superior de Tecnologia (EST) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Começou na carreira técnica, depois foi para a gerencial e, por último, passou um ano e seis meses na filial de Boston, nos Estados Unidos.

Equidade é caminho sem volta

“Acredito que a jornada na equidade de gênero é um caminho sem volta. Hoje, vemos mulheres em posições e funções que, no passado, eram, predominantemente, ocupadas por homens. A tendência é que com as políticas, com toda a educação em torno deste tema, tenhamos muito mais mulheres qualificadas e confiantes a ocuparem cargos de liderança no PIM”, afirma.

Em transição do cargo com Adriano Maturino, que vai ser o atual diretor “P&G Plant Millennium“, no México, Vanessa dividiu o seu plano de ação em três focos mais relevantes: manutenção da P&G Manaus entre as melhores empresas do Polo e do setor de Grooming; ser a empresa que atrai top talents; ter um ambiente de trabalho que promova a equidade e a inclusão, com oportunidade de desenvolvimento e crescimento para cada funcionário; e, por fim, continuar com a responsabilidade de impactar positivamente a comunidade amazonense. 

A nível nacional, a empresa possui cerca de 40% do quadro de funcionários composto por mulheres, mas se assegura que, em toda contratação ou promoção, haja, ao menos, uma candidata mulher e um candidato homem. Em Manaus, o gênero feminino ocupa 38% dos postos de trabalho e, destes 50% ocupam cargos de gerentes de setores.

Um dos destaques da multinacional é o apoio à equidade, como a Política de Licença Parental, responsável pela licença remunerada de até 8 semanas dentro de um período de até 18 meses, a partir da data de nascimento ou adoção de seu filho, para todos os funcionários.

“Por muitos anos, as mulheres tiveram seus direitos reprimidos e, infelizmente, ainda, nos dias atuais, vemos reflexos nos comportamentos da sociedade. Um passo importante para quebrar esse ciclo é a mudança de atitude entre nós, mulheres, que precisamos estar dispostas a ocupar estes espaços, de ter a confiança que, sim, podemos competir igualmente e fazer a diferença onde quer que estejamos”, finaliza Vanessa, sobre a importância da mulher ocupar seus espaços de direito, seja no âmbito pessoal, seja no profissional, em busca da equidade de gênero em todos os campos da vida.

*Com contribuição de Ívina Garcia