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Turismo Pesca esportiva: no Pantanal mato-grossense, setor atrai 100 mil turistas e movimenta mais de US$ 1,8 milhão por ano

O setor gera cerca de 700 empregos diretos, de pilotos a cozinheiros, e US$ 1,8 milhões apenas no trecho do Rio Cuiabá (Reprodução)
Marcela Leiros – Da Revista Cenarium

MANAUS — O Pantanal Norte, que fica no Estado do Mato Grosso, recebe, anualmente, cerca de 100 mil turistas que praticam a pesca esportiva. Isso é o que aponta o relatório “Pecuária, pesca e ecoturismo no Pantanal”, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), Smithsonian Conservation Biology Instituto e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ainda segundo o documento, o setor gera cerca de 700 empregos diretos, de pilotos a cozinheiros, e US$ 1,8 milhão apenas no trecho do Rio Cuiabá.

“A área úmida do Pantanal é de 179,3 mil km² e se destaca como um exemplo marcante de desenvolvimento sustentável”, pontua a pesquisa. “A região é uma das áreas úmidas mais preservadas do mundo, com mais de 80% de sua vegetação nativa ainda em pé (Ibama, 2012). Além disso, também abriga populações saudáveis de espécies ameaçadas e em perigo de extinção, como onça-pintada (Panthera onca), cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) e jabiru (Jabiru mycteria)”.

O documento classifica a pesca em três categorias principais: os pescadores artesanais e profissionais que pescam para comer e vendem seus peixes nos mercados das cidades; os pescadores esportivos que vêm ao Pantanal para pescar; e os pescadores esporádicos (pescadores difusos) que vivem em cidades do Pantanal e, às vezes, pescam para se alimentar.

“Hoje, a maioria das comunidades que vivem nas áreas rurais do Pantanal tem como principal atividade econômica a pesca. Além disso, a pesca é uma atividade importante para o turismo. Milhares de pessoas vêm ao Pantanal, todos os anos, para a pesca esportiva nos rios pantaneiros. Algumas comunidades também fazem parte dessa atividade, fornecendo iscas para os turistas”, indica ainda a pesquisa.

Números da pesca artesanal/profissional e difusa

O levantamento mostra ainda que existem 9.663 pescadores artesanais cadastrados no Pantanal, sendo 6.326 no Mato Grosso e 3.337 no Mato Grosso do Sul. O setor artesanal profissional capturou 5 milhões de toneladas de pescado, gerando cerca de US$ 14 milhões em 2018. “Existem 18 colônias de pescadores profissionais no Pantanal. Eles trabalham como sindicatos de pescadores e os ajudam com seus direitos de pesca e a papelada para registrar suas capturas”, indica também.

Já a pesca difusa, ou pesca esporádica, atrai 1,4 milhão de pessoas que a praticam, gerando cerca US$ 270 milhões por ano.

Ecoturismo

Por fim, o relatório aponta que os ecoturistas representam 22,4% de todos os turistas que vão ao Pantanal Norte, sendo que apenas 10% de todos os turistas que chegam ao aeroporto de Campo Grande
vão para o Pantanal.

Apenas 4,6% de todos os turistas do Pantanal vêm de outros países e o turismo de onça-pintada e observação de aves no Pantanal gera US$ 6,8 milhões por ano.

Confira o documento na íntegra: